quinta-feira, 10 de agosto de 2017

CHINA - 9º ANO

 Para o dia: 18 de agosto.

Made in China: Como a China virou potência?

Desde a época do surgimento da civilização chinesa, há 4 mil anos, até o ano de 1978, muitas coisas aconteceram. A China tornou-se um grande império no século II a.C., quando iniciou a construção da Grande Muralha para se defender dos mongóis. No século XIII, o país começou a ter contato com o mundo ocidental. Na Guerra do Ópio, os chineses lutaram contra o imperialismo inglês, contudo, acabaram perdendo o território de Hong Kong. Para os franceses, perderam o Vietnã; os russos conquistaram áreas do norte de seu território; e o Japão tomou Coreia e Taiwan. Os chineses também viram os japoneses ocuparem a Manchúria; tal situação só se findou com a derrota do Japão na 2ª Guerra Mundial.  Em 1949, os comunistas, sob a liderança de Mão Tsé-Tung, tomaram o poder e realizaram inúmeras mudanças, estatizando as empresas e as propriedades fundiárias e promovendo a ditadura.

Em 1950, a China aproximou-se da União Soviética, entrando também na Guerra da Coreia. Após a morte de Tsé-Tung, em 1976, Deng Xiaoping e seus aliados assumiram o poder e colocaram o país em outros trilhos. A partir de 1978, a China iniciou uma série de reformas econômicas, as quais tiveram como base os fartos subsídios estatais, visando tornar o país um grande exportador de produtos de baixo custo e procurando atrair pesados investimentos estrangeiros. Com tais medidas, o país se deparou com um crescimento econômico bastante significativo. Em virtude da mão de obra barata, centenas de empresas estrangeiras foram atraídas para o país, tornando-o uma verdadeira potência exportadora.

Em 1989, mesmo com o fim da URSS, a China permaneceu com seu regime fechado. Basicamente, a política econômica adotada pelos chineses nesse período baseava-se no apoio às multinacionais, que mudavam gradativamente o perfil da economia chinesa. O Estado se esforçava para garantir uma ampla infraestrutura, energia, matérias-primas e mão de obra barata, tudo que as multinacionais desejavam. O que essas empresas estrangeiras levaram à China foi a tecnologia, o que foi essencial para a modernização do país. Com a produção em massa, os preços dos produtos chineses ficaram baratíssimos em relação a outros mercados, dando para o país uma fantástica competitividade no mercado internacional. Quem nunca encontrou a famosa frase “Made in China” em algum produto? O Estado procurou acelerar ainda mais o crescimento econômico por meio de fortes investimentos na construção de portos, aeroportos, pontes, ferrovias... Atualmente, com um nível de crescimento econômico assustador, a China encontra novos desafios. O principal deles talvez seja, justamente, o de diminuir a dependência em relação ao comércio exterior, das multinacionais, e tentar elaborar uma economia semelhante à ocidental, baseada no consumo interno, na tecnologia de ponta e nos serviços. Mesmo assim, essa "revolução econômica" serviu para tirar 400 milhões de pessoas da pobreza. A verdade é que ninguém sabe, ao certo, até onde os chineses podem chegar.


China Industrialização

O desenvolvimento industrial na China, que ocorreu de forma acelerada, fez com que o país se tornasse um dos maiores em produção industrial do mundo. Existem também outros fatores determinantes para a intensificação industrial na China, um deles foi a implantação de Zonas Econômicas Especiais, nessas áreas foram concedidas permissões para a entrada de capitais estrangeiros. Ao longo das zonas foram criadas áreas de livre comércio, medida adotada em decorrência de leis de incentivo, como redução parcial ou total de impostos. A redução de impostos por parte do governo tem como objetivo atrair investimentos e inovações tecnológicas oriundas de países desenvolvidos. 

Os principais investidores nas Zonas Econômicas Especiais são japoneses e norte-americanos. O que incentiva os países a investir na China não é somente o fator tributário, mas também a abundante e barata mão-de-obra, enorme potencial de mercado interno (1,3 bilhões de pessoas), leis ambientais frágeis, entre outros. Os benefícios apresentados têm atraído muitas empresas transnacionais para o território chinês.  Diante das informações destacadas, vários pesquisadores, autores de livros e profissionais ligados ao estudo de aspectos econômicos, consideraram a China uma economia capitalista. Entretanto, o capitalismo implantado na China tem grande intervenção do Estado (economia planificada), fato que ocorre de forma modesta em outros países de regime capitalista. Essa nova configuração da economia chinesa já apresenta significativas mudanças no espaço geográfico do país, além de alterações na vida de seus habitantes, dentre elas a substituição da bicicleta por carros, construção de shopping centers, alteração nos hábitos alimentares e o jeito de vestir. O crescimento industrial proporcionou uma relativa melhoria na qualidade de vida da população, com destaque para as condições de moradia, alimentação e acesso ao consumo, especialmente de eletrodomésticos. O povo chinês já possui atitudes capitalistas, como o consumismo, uso crescente do cartão de crédito, celular e carro, elementos que produzem status na China.


1.    Resuma os textos. O resumo deve ter no mínimo 25 linhas.
2.    Elabore dez perguntas com base nos textos e responda. 

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