INGLATERRA FORA DA UNIÃO EUROPEIA
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Em nossas aulas de
geografia, procuramos ver as vantagens e desvantagens dos países que participam
do bloco econômico da União Europeia, e o que chamou mais atenção foram países
que estavam fora do bloco, no caso Noruega, Islândia e Suíça, que são países
que estão em desenvolvimento econômico sem participar do bloco.
Hoje em todos os noticiários o Reino Unido,
no caso a Inglaterra sai do bloco econômico por meio de um plebiscito. A
votação foi acirrada onde a população ficou dividida em os que eram contras e
os a favor.
O que muda? Muitas coisas, no momento não
podem explorar tanto o assunto a própria Inglaterra não se manifestou em quais
mudanças vai realizar no momento. Logo o mundo está em tsunami de hipóteses a
respeito do que será do futuro da União Europeia no mercado global.
Vamos ver as possíveis causas da saída da
Inglaterra e que vai com certeza levar parte do Reino Unido ou será Reino
Desunido!
Notícia:
8 razões
pelas quais os britânicos votaram pela saída da União Europeia
A saída da União Europeia venceu por uma margem
apertada - 51.9% a 48,1% - no plebiscito realizado nesta quinta-feira no Reino
Unido, o que mostra uma grande divisão no país.
Confira
abaixo alguns dos fatores que determinaram o veredito dos britânicos, que deve
ter consequências profundas no mundo.
1.
O peso (ou não) da economia
O
público britânico foi bombardeado de alertas sobre como ficaria mais pobre caso
escolhesse sair da União Europeia. Mas isso parece não ter convencido muito. Especialistas
do FMI (Fundo Monetário Internacional), da OCDE (Organização para a Cooperação
e Desenvolvimento Econômico) e de várias outras organizações se pronunciaram
afirmando que o crescimento econômico seria prejudicado, o desemprego
aumentaria, o valor da libra cairia e as empresas britânicas ficariam em uma
espécie de terra de ninguém fora do bloco.
Internamente,
o Bank of England levantou a hipótese de recessão e o governo afirmou que poderia
ser obrigado a aumentar o imposto de renda e cortar os gastos no serviço
público de saúde (o NHS), na educação e na defesa.
Além
disso, o presidente americano, Barack Obama, sugeriu que a Grã-Bretanha
voltaria para "o fim da fila" nos acordos com os Estados Unidos. Enquanto
alguns partidários da permanência na UE admitiam que o chamado "Projeto
Medo" estava indo longe demais, os defensores da saída foram rápidos em
afirmar que o temor era espalhado pelas elites ricas.
Mas o
fato de o público ter descartado tão rapidamente as opiniões de especialistas
indica algo que supera a simples revolta contra o sistema. Sugere que muitos se sentiram fora do alcance dos benefícios econômicos
dos mais de 40 anos de permanência no bloco.
2.
Promessa de dinheiro para a saúde
A
declaração de que a saída do bloco iria
liberar até 350 milhões de libras (mais de R$ 1,7 bilhão) a mais por semana
para aplicar na saúde pública é o tipo de frase política dos sonhos para
qualquer marqueteiro: fácil de entender e atraente para todas as idades e
correntes políticas.
Por isso os partidários da saída da UE a
usaram tanto em sua campanha.
E o
fato de que a promessa não resiste à análise - o número foi questionado por
autoridades do governo e descrito como potencialmente enganador pela Autoridade
de Estatísticas britânica - não reduziu sua força.
3.
Imigração
A campanha pela saída do bloco transformou a
questão da imigração em seu trunfo, principalmente ao englobar assuntos como
identidade nacional e cultural, o que tinha apelo entre os eleitores de baixa
renda.
O
resultado sugeriu que o medo da imigração, o impacto dela na sociedade e o
temor do que pode acontecer nos próximos 20 anos eram mais amplos e profundos
do que se suspeitava.
O argumento central era de que o Reino Unido
não poderia controlar o número de pessoas entrando no país enquanto continuasse
no bloco.
A
linguagem e imagens usadas pela campanha foram criticadas e houve tensão até
mesmo entre as várias correntes partidárias pró-saída. Suas mensagens, porém,
estavam em sintonia no argumento central: retomar
o controle das fronteiras e garantir a soberania nacional.
4.
O primeiro-ministro
O primeiro-ministro britânico, David Cameron,
pode ter saído vitorioso de uma eleição geral e dois referendos nos últimos dez
anos, mas sua popularidade parece ter chegado ao fim.
Ao se
colocar no centro e à frente da campanha pela permanência na UE, e qualificando
a decisão como uma questão de confiança, ele colocou em jogo seu futuro
político e reputação pessoal. Cameron
apostou que conseguiria mudar a relação da Grã-Bretanha com a União Europeia
até mesmo dentro de seu partido, o
Conservador. O problema é que isso era baseado em promessas de reformas que
muitos achavam modestas demais. Sem conseguir convencer os conservadores mais
céticos de seu partido, Cameron também não conseguiu o apoio dos trabalhistas e
muito menos dos indecisos.
Com o fracasso, o primeiro-ministro anunciou
que renunciará ao cargo em outubro.
5.
Os trabalhistas
A campanha pela permanência precisava dos
eleitores trabalhistas, e o fato de que eles não participaram tanto quanto
esperado ainda vai ser motivo de muita discussão entre os
integrantes da oposição ao governo conservador.
O Partido Trabalhista - que tinha 90% de seus
parlamentares a favor de ficar na UE - julgou muito mal o comportamento de seus
partidários e, quando percebeu que havia algo errado, não conseguiu fazer muita
coisa para mudar isso.
Eles
até usaram as figuras mais famosas do partido na campanha - como o
ex-primeiro-ministro Gordon Brown e o prefeito de Londres Sadiq Khan. Mas não
conseguiram mudar a impressão de que havia uma divisão profunda dentro do
partido.
Seu
líder, Jeremy Corbyn, receberá a maior parte da culpa. Críticos afirmam que o
apoio dele à UE foi muito morno, e que sua ênfase na necessidade de uma
"Europa social" simplesmente não convenceu muita gente.
6.
Estrelas do 'Leave'
Os
britânicos sempre souberam que alguns ministros de governo iriam apoiar a saída
do bloco. Mas o ministro da Justiça, Michael Gove, foi além, se tornando um dos
grandes motores da campanha pela saída ao lado do ex-prefeito de Londres, o
conservador Boris Johnson.
Gove trouxe o peso intelectual e Johnson, o
apelo popular que conseguiu conquistar eleitores além da divisão entre
conservadores e trabalhistas.
Ambos
percorreram o país todo. O ex-prefeito, por exemplo, "mergulhou" em
pubs; o ministro ajudou a elaborar o manifesto pela saída e encarou as
perguntas do público em programas de TV.
Por
outro lado, há também Nigel Farage, líder do Partido Independente do Reino
Unido (Ukip) e um dos rostos mais famosos da campanha pela saída do bloco.
Ele fez o que era esperado: provocou muita
polêmica com suas declarações e também motivou os eleitores de seu partido e
muitos outros a irem votar.
7.
Eleitores mais velhos
Nas
próximas semanas os especialistas poderão debater detalhes do comparecimento do
eleitorado. Uma das conclusões já
previstas: os mais velhos aprovaram em peso a saída da União Europeia.
É fato: quanto mais velho é o eleitor, maior
é o esforço para ir votar - 78% das pessoas com 65 anos foram às urnas na
eleição britânica de 2015; entre as de 18 a 24 anos, 43%; e de 25 a 34 anos,
54%.
Muitos
eleitores, porém, correram para se registrar entre os dias 15 de maio e 9 de
junho: 2,6 milhões de pessoas, muitas delas jovens, se credenciaram para ir às
urnas.
8.
Relacionamento difícil
O casamento entre Reino Unido e Europa nunca
foi fácil. Foram necessários anos para os britânicos se juntarem à
Comunidade Europeia, em 1975. E muitos apoiaram a entrada de má vontade, ou
apenas por razões econômicas superficiais.
Essa ambivalência se transformou em hostilidade: foram décadas de ceticismo
de políticos e de grande parte da imprensa britânica em relação à União
Europeia.
A
geração mais jovem era vista como mais favorável ao bloco, mas ainda é preciso
comprovar a afirmação com análises mais detalhadas de como foi a votação desta
quinta.
Parece claro que o resultado não é só uma
decisão de cunho político, mas também uma declaração de identidade nacional.
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36609225
PARA CASA
Procure em sites de noticias sobre a saída da Inglaterra da União Europeia e entregue 05 de julho para apresentação dos argumentos favoráveis e não favoráveis e seus impactos políticos e econômicos.
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