Representações Cartográficas - 1º ANO - CE CARDOSO FONTES
AULA 1
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O globo terrestre é um instrumento que representa o planeta Terra tal
como ele é: uma esfera. É a forma mais fiel de representação da Terra,
tanto pela aproximação de sua forma como pelos cálculos
matemáticos feitos para que seu formato fique quase
perfeito. Porém, o globo apresenta algumas limitações, como a
dificuldade de medir distâncias e visão de todo o nosso planeta
simultaneamente.
Pode-se dividir o planeta, como a uma
esfera em duas metades. Dá-se, assim, origem aos seguintes hemisférios:
NORTE, setentrional ou boreal;
SUL, meridional ou austral
OESTE OU ocidental
LESTE OU oriental.
NORTE, setentrional ou boreal;
SUL, meridional ou austral
OESTE OU ocidental
LESTE OU oriental.
O mapa é uma
representação total ou parcial da superfície do planeta Terra, mas na forma
plana e reduzida. É como se tentássemos abrir e esticar o globo terrestre em
cima de uma mesa. Porém, ele não consegue representar a Terra de forma tão
exata como o globo.
PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS
É a representação de uma superfície esférica (a Terra) num plano (o Mapa), ou seja, trata-se de um “sistema plano de meridianos e paralelos” sobre os quais pode ser desenhado um mapa.
O grande problema da cartografia consiste em ter de representar uma esfera num plano, pois como já sabemos a esfera é um sólido não planificável. Assim sempre haverá distorções ou deformações. Atualmente são utilizados cálculos matemáticos bastantes precisos, que facilitam a criação de projeções com menor grau de deformação.
Os três tipos básicos de projeções são:
· CÔNICA
· AZIMUTAL
· CILÍNDRICA
· CÔNICA
· AZIMUTAL
· CILÍNDRICA
1) Projeção Cônica: Proveniente da projeção do globo terrestre sobre um cone, que posteriormente é desenvolvido.
Características:
1. Apresenta paralelos circulares e meridianos radiais, isto é, originados em um único ponto.
2. Muito utilizada na representação de países ou regiões de latitudes intermediárias.
2) Projeção Azimutal: Resulta
da projeção do globo terrestre sobre um plano, a partir de um determinado ponto
(ponto de vista).
Características:
1. Utilizada em mapas especiais, principalmente os náuticos e aeronáuticos.
2. Quando o ponto de projeção se dá sobre o polo teremos os meridianos como linhas retas e convergentes ao pólo e os paralelos serão círculos concêntricos, abrangendo apenas um hemisfério.
1. Utilizada em mapas especiais, principalmente os náuticos e aeronáuticos.
2. Quando o ponto de projeção se dá sobre o polo teremos os meridianos como linhas retas e convergentes ao pólo e os paralelos serão círculos concêntricos, abrangendo apenas um hemisfério.
3) Projeção Cilíndrica : Resulta da projeção de paralelos e meridianos sobre um cilindro envolvente, que é posteriormente planificado.
Características:
1. Apresenta paralelos retos e horizontais e meridianos retos e verticais;
2. Gera um crescimento (deformação)
exagerado nas elevadas latitudes;
3. É a representação mais utilizada na confecção dos mapas mundi.
3. É a representação mais utilizada na confecção dos mapas mundi.
Mercator x Peters: Entre
as formas mais utilizadas para se apresentar o mapa do Mundo, estão duas
projeções do tipo cilíndrica. A de Peters e a de Mercator.
A Projeção de Mercator é datada de 1569, sendo utilizada por navegadores, descobridores, geógrafos, entre vários outros profissionais, durante séculos. É bem verdade que seu método de construção sempre sofrera críticas, pois a deformação dada aos territórios dos países era impressionante, enquanto é mantida a retidão dos ângulos. Essa era, portanto, uma discussão de caráter matemático.
A Projeção de Mercator é datada de 1569, sendo utilizada por navegadores, descobridores, geógrafos, entre vários outros profissionais, durante séculos. É bem verdade que seu método de construção sempre sofrera críticas, pois a deformação dada aos territórios dos países era impressionante, enquanto é mantida a retidão dos ângulos. Essa era, portanto, uma discussão de caráter matemático.
Entretanto, dentro do contexto da Guerra Fria, passou-se a
discutir a projeção de Mercator como sendo, em sua forma, um instrumento que
denotava dominação, privilegiando o colonizador, isto é, fora acusada de
tendenciosa e de destacar principalmente os EUA e os países Europeus.
Assim, em 1973, surge a
Projeção de Peters, que embora sendo de origem cilíndrica, como a primeira,
mantém a proporção das áreas, mas deforma as medidas de ângulos. Passou a ser
utilizada por geógrafos e editores que achavam “contestar” a ordem vigente.
O que se nota, de fato, é que ambas tem
pontos positivos e negativos e que devem ser privilegiadas não no campo
ideológico, mas mediante a necessidade de quem irá trabalhar com cartas
(mapas).
AS LINHAS IMÁGINÁRIAS
São linhas traçadas sobre a esfera celeste (da Terra), no
sentido vertical (denominadas meridianos) e no horizontal (denominadas
paralelos).
Os paralelos são linhas imaginárias que cortam o globo
horizontalmente. Variam de 0º a 90º C, tanto ao norte quanto ao sul, a partir
da linha do EQUADOR.
Os meridianos são semicírculos imaginários e traçados de polo a polo, variando de 0º a 180º a leste e a oeste, tendo como referencial o meridiano de GREENWICH), situado em Londres, na Inglaterra.
COORDENADAS GEOGRÁFICAS
Os meridianos são semicírculos imaginários e traçados de polo a polo, variando de 0º a 180º a leste e a oeste, tendo como referencial o meridiano de GREENWICH), situado em Londres, na Inglaterra.
COORDENADAS GEOGRÁFICAS
As coordenadas geográficas são um conjunto de linhas imaginárias que servem para localizarmos um ponto qualquer, na superfície da Terra. Estas linhas são constituídas de meridianos e paralelos. A latitude é determinada por paralelos, enquanto a longitude é dada por meridianos. Com as coordenadas geográficas (latitude e longitude) podemos localizar um ponto qualquer na superfície terrestre.
OS ELEMENTOS DE UM MAPA
São vários os elementos
de um mapa, isto é, aqueles itens e símbolos necessários para
que uma mera figura possa ser diferenciada de um verdadeiro mapa ou cartograma,
que é feito com rigor científico para representar uma determinada área da
superfície terrestre. Em geral, os mapas costumam apresentar as seguintes
composições: título, orientação, legenda, escala e
projeção cartográfica.
Título: O título, que por
vezes vem acompanhado de um subtítulo, é o indicador do tema retratado, quando
se trata de um mapa temático. Em mapas
históricos, o título também costuma indicar o ano ou período do espaço
representado. Para que se faça uma correta leitura de qualquer cartograma, a
primeira coisa a se fazer é sempre ler o título e compreender o que ele indica.
Legenda: As legendas são os
significados dos símbolos existentes
nos mapas.
Esses símbolos podem apresentar-se em forma de cores, ícones, hachuras, pontos,
linhas e outros. Alguns desses símbolos apresentam padronizações, como o azul
para representar a água; o verde, para as florestas e áreas verdes, linhas com
traços para representar ferrovias; aviões para representar aeroportos, entre outros
inúmeros exemplos.
Escala: indica a relação
matemática entre o espaço real e a representação desse espaço no mapa. Ela,
portanto, aponta a quantidade de vezes que uma área teve de ser reduzida para
caber no local em que o mapa está representado. As escalas podem ser gráficas
ou numéricas (ambas presentes no exemplo acima). A escala numérica apresenta-se
em números de uma divisão, e a escala gráfica apresenta-se conforme uma representação
de linhas e traços.
Orientação: é importante no
sentido de apontar a direção do mapa, indicando-nos para que lado fica o norte
e, consequentemente, os demais pontos cardeais. Ela pode
apresentar-se com uma rosa dos ventos completa ou apenas com uma seta
indicando o norte geográfico. A importância da orientação se dá,
principalmente, em mapas que representam áreas muito restritas, quando não
conseguimos perceber facilmente para que lado o mapa está apontando.
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