domingo, 7 de fevereiro de 2016

Representações Cartográficas - 1º ANO -  CE CARDOSO FONTES
AULA 1

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O globo terrestre é um instrumento que representa o planeta Terra tal como ele é: uma esfera. É a forma mais fiel de representação da Terra, tanto pela aproximação de sua forma como pelos cálculos matemáticos feitos para que seu formato fique quase perfeito. Porém, o globo apresenta algumas limitações, como  a dificuldade de medir distâncias e visão de todo o nosso planeta simultaneamente.
Pode-se dividir o planeta, como a uma esfera em duas metades. Dá-se, assim, origem aos seguintes hemisférios:
NORTE, setentrional ou boreal;
SUL, meridional ou austral

OESTE OU ocidental
LESTE OU oriental.

O mapa é uma representação total ou parcial da superfície do planeta Terra, mas na forma plana e reduzida. É como se tentássemos abrir e esticar o globo terrestre em cima de uma mesa. Porém, ele não consegue representar a Terra de forma tão exata como o globo.

PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS

É a representação de uma superfície esférica (a Terra) num plano (o Mapa), ou seja, trata-se de um “sistema plano de meridianos e paralelos” sobre os quais pode ser desenhado um mapa.

O grande problema da cartografia consiste em ter de representar uma esfera num plano, pois como já sabemos a esfera é um sólido não planificável. Assim sempre haverá distorções ou deformações. Atualmente são utilizados cálculos matemáticos bastantes precisos, que facilitam a criação de projeções com menor grau de deformação.

Os três tipos básicos de projeções são:
· CÔNICA
· AZIMUTAL
· CILÍNDRICA

1) Projeção Cônica: Proveniente da projeção do globo terrestre sobre um cone, que posteriormente é desenvolvido.
Características:
1. Apresenta paralelos circulares e meridianos radiais, isto é, originados em um único ponto.
2. Muito utilizada na representação de países ou regiões de latitudes intermediárias.
2) Projeção Azimutal: Resulta da projeção do globo terrestre sobre um plano, a partir de um determinado ponto (ponto de vista).
Características:
1. Utilizada em mapas especiais, principalmente os náuticos e aeronáuticos.
2. Quando o ponto de projeção se dá sobre o polo teremos os meridianos como linhas retas e convergentes ao pólo e os paralelos serão círculos concêntricos, abrangendo apenas um hemisfério.

3) Projeção Cilíndrica : Resulta da projeção de paralelos e meridianos sobre um cilindro envolvente, que é posteriormente planificado.
Características:
1. Apresenta paralelos retos e horizontais e meridianos retos e verticais;
2. Gera um crescimento (deformação) exagerado nas elevadas latitudes;
3. É a representação mais utilizada na confecção dos mapas mundi.

Mercator x Peters: Entre as formas mais utilizadas para se apresentar o mapa do Mundo, estão duas projeções do tipo cilíndrica. A de Peters e a de Mercator.
A Projeção de Mercator é datada de 1569, sendo utilizada por navegadores, descobridores, geógrafos, entre vários outros profissionais, durante séculos. É bem verdade que seu método de construção sempre sofrera críticas, pois a deformação dada aos territórios dos países era impressionante, enquanto é mantida a retidão dos ângulos. Essa era, portanto, uma discussão de caráter matemático.
Entretanto, dentro do contexto da Guerra Fria, passou-se a discutir a projeção de Mercator como sendo, em sua forma, um instrumento que denotava dominação, privilegiando o colonizador, isto é, fora acusada de tendenciosa e de destacar principalmente os EUA e os países Europeus.
Assim, em 1973, surge a Projeção de Peters, que embora sendo de origem cilíndrica, como a primeira, mantém a proporção das áreas, mas deforma as medidas de ângulos. Passou a ser utilizada por geógrafos e editores que achavam “contestar” a ordem vigente.
O que se nota, de fato, é que ambas tem pontos positivos e negativos e que devem ser privilegiadas não no campo ideológico, mas mediante a necessidade de quem irá trabalhar com cartas (mapas).

AS LINHAS IMÁGINÁRIAS

São linhas traçadas sobre a esfera celeste (da Terra), no sentido vertical (denominadas meridianos) e no horizontal (denominadas paralelos).
Os paralelos são linhas imaginárias que cortam o globo horizontalmente. Variam de 0º a 90º C, tanto ao norte quanto ao sul, a partir da linha do EQUADOR.
Os meridianos são semicírculos imaginários e traçados de polo a polo, variando de 0º a 180º a leste e a oeste, tendo como referencial o meridiano de GREENWICH), situado em Londres, na Inglaterra.

COORDENADAS GEOGRÁFICAS

As coordenadas geográficas são um conjunto de linhas imaginárias que servem para localizarmos um ponto qualquer, na superfície da Terra. Estas linhas são constituídas de meridianos e paralelos. A latitude é determinada por paralelos, enquanto a longitude é dada por meridianos. Com as coordenadas geográficas (latitude e longitude) podemos localizar um ponto qualquer na superfície terrestre.

OS ELEMENTOS DE UM MAPA

São vários os elementos de um mapa, isto é, aqueles itens e símbolos necessários para que uma mera figura possa ser diferenciada de um verdadeiro mapa ou cartograma, que é feito com rigor científico para representar uma determinada área da superfície terrestre. Em geral, os mapas costumam apresentar as seguintes composições: título, orientação, legenda, escala e projeção cartográfica.

Título: O título, que por vezes vem acompanhado de um subtítulo, é o indicador do tema retratado, quando se trata de um mapa temático. Em mapas históricos, o título também costuma indicar o ano ou período do espaço representado. Para que se faça uma correta leitura de qualquer cartograma, a primeira coisa a se fazer é sempre ler o título e compreender o que ele indica.
Legenda: As legendas são os significados dos símbolos existentes nos mapas. Esses símbolos podem apresentar-se em forma de cores, ícones, hachuras, pontos, linhas e outros. Alguns desses símbolos apresentam padronizações, como o azul para representar a água; o verde, para as florestas e áreas verdes, linhas com traços para representar ferrovias; aviões para representar aeroportos, entre outros inúmeros exemplos.
Escala: indica a relação matemática entre o espaço real e a representação desse espaço no mapa. Ela, portanto, aponta a quantidade de vezes que uma área teve de ser reduzida para caber no local em que o mapa está representado. As escalas podem ser gráficas ou numéricas (ambas presentes no exemplo acima). A escala numérica apresenta-se em números de uma divisão, e a escala gráfica apresenta-se conforme uma representação de linhas e traços.
Orientação: é importante no sentido de apontar a direção do mapa, indicando-nos para que lado fica o norte e, consequentemente, os demais pontos cardeais. Ela pode apresentar-se com uma rosa dos ventos completa ou apenas com uma seta indicando o norte geográfico. A importância da orientação se dá, principalmente, em mapas que representam áreas muito restritas, quando não conseguimos perceber facilmente para que lado o mapa está apontando.

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